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domingo, 12 de dezembro de 2010

Postado por Jordana Nogueira às 12:39 0 comentários
Não goste do amor, goste de alguém que te ame, alguém que te espere, alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura. De alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio, tua esperança, teu tudo. Goste de alguém que não te traia, que seja fiel, que sonhe contigo, que só pense em você, que só pense no teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito. E não no teu corpo, nem em teus bens. Goste de alguém que te espere até o final, de alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti, que enxugue suas lágrimas, que te abrigues quando necessário, que fique feliz com tuas alegrias e que te dê forças depois de um fracasso. Goste de alguém que volte pra conversar com você depois das brigas, depois do desencontro. De alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões. Goste de alguém que te ame. Não goste apenas do amor. Goste de alguém que sinta o mesmo sentimento por você!

Luis Verissimo!
Postado por Jordana Nogueira às 12:37 0 comentários
Porque tem dias que parece que está tudo nublado. E eu começo a lembrar... E penso se poderíamos ter tido um desfecho diferente. Talvez poderíamos, em nosso livro, não ter rasgado a página final, assim, tão bruscamente. Foi leviano. E doloroso. Não acha? Talvez poderíamos ter nos importado mais, ter nos amado mais, sabe? Aliás, nos amamos? Você amou? Na verdade, são certas coisas as quais eu procuro não pensar, porém vezenquando atormenta. Atormenta, e machuca como um soco no peito. Aqueles que deixam a gente sem ar, e por um súbito momento, você para de respirar. Mas depois, como em um suspiro, volta o ar. Outro dia eu fico esperando, na janela do quarto, alguém bater no portão, pra eu abrir e ser você. E é nesses dias que eu espero mais. Uma espera inútil, insaciável. Mas, como mágica, acontece pra mim. Então, você entra, e me toma inteira, e aí, traz um novo livro, inteiramente em branco, com capa dura e canetas coloridas. Dá pra escrever agora, diferente de tudo, você diz.

E a gente escreve. Sem medo de errar, devagar, pra letra sair bonita.

Tá tudo bem. Tudo muito bem.

Não vai acontecer, eu sei.

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E olha, depois de tantas perguntas paranóicas nos rondando, depois de todo esse destemor e essa falta de juízo, meu e teu, resolvi de vez abandonar essa trilha. Porque tem horas que cansa, e se você não abre mão, acaba sendo puxado junto. Como um braço mecânico que quer te afogar no meio disso tudo. Um mar de medo, de desprazer, de passado. E eu não estou afim, porque agora, agora eu comecei a pensar em mim, e não mais em você. Parei, sabe? Porque te juro, realmente houve um tempo em que só existia você. Eu respirava você. Eu dormia pensando em você, e já acordava sabendo que eu queria você. Admirava você. E eu te procurava. E meu Deus, parecia loucura, a forma absurda de como eu amava você. Só que um dia percebi que eu lembrava tanto, mas tanto de você, e esquecia totalmente de mim. E você não lembrava, não pensava, não amava. Não a mim. Ok, eu só estou abrindo mão. Porque por mais que importe pra você agora, pra mim, simplesmente não significa mais nada. Porque se você parar pra sentir, vai ver que agora é tarde demais pra perguntar. Tarde demais pra obter respostas. Tão tarde!

Tarde demais pra você em mim. Tarde demais pro meu eu estar em você. E mais, tarde demais pra nós.

É.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Postado por Jordana Nogueira às 10:32 0 comentários
Eu podia começar contando a história de como você apareceu, e mudou minha vida. Ou eu podia deixar bem claro o quanto eu fui feliz contigo. Mais de que vale isso agora? O que importa o passado, quando o presente é oposto? E também, acho que eu não preciso dizer essas coisas, todo mundo sabe o quanto eu mudei por você ou o quanto eu lutei por nós dois. Tenho certeza de que todo mundo tá cansado de saber, que quem sofre agora sou eu. Me fez acreditar que a realidade era maior, eu fechei os olhos e deixei você me guiar. E agora eu to perdida no meio desse sentimento, que insiste em ficar em mim. Ninguém pode entender o que eu sinto, ninguém sabe as noites que eu passo chorando. Já não é dor, não é decepção, é só um vazio.. acho que a pior dor do mundo, é não sentir dor alguma, é não sentir mais nada. É o medo de se apaixonar, ou de ter algo a desejar. Porque nos meus sonhos ainda passa a imagem de nós dois. Já não tenho esperanças, mais tenho desejos que me sufocam. E saber que você já se foi, já me esqueceu, é como sentir que meu mundo parou, enquanto o seu acelerou os passos. E todo dia eu me sinto sozinha, cercada de gente, mas querendo uma só que não está! E nem nunca estará. Sigo sem saber o que dizer, porque não existem mais palavras entre nós. As vezes só um carinho seu, me faz ganhar o dia mais também só uma palavra tua, quebra meu mundo em pedaços. E quando eu deito na cama, e tento entender mais uma vez o que aconteceu com a gente, fico suplicando em sonhos, aquele futuro que você me prometeu. Eu sinto tudo em volta desabar, quando eu vejo que nossas promessas, nossos planos pertencem agora á aquela que tomou o meu lugar. Nunca fui muito boa nessas histórias, mais eu era boa em amar você. E agora me custa desaprender isso, me diz.. se nosso amor era eterno, cade o meu final feliz?

NEOQEAV

Postado por Jordana Nogueira às 09:31 0 comentários
Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.

A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.

Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

"Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.

Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo.

Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.

Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.

"Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.

Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.

Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.

Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.

Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.

Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.

Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.

Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.

Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.

O câncer agora estava de novo atacando seu corpo.

Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu.

Vovó partiu.

"Neoqeav"foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.

Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.

Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela.

Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:

"Mas o que Neoqeav significa?"

Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você = "NEOQEAV"

Postado por Jordana Nogueira às 09:03 0 comentários

A primeira forma de saber que amamos alguém de verdade é quando algo corre mal. Não podemos ter a certeza quando tudo ainda corre bem quando nunca houve uma desavença.Amar quando está tudo bem é muito fácil.É muito fácil dizer que amamos quando tudo é sorrisos quando nada nos magoa.Mas o verdadeiro amor só se testa quando algo nos fere profundamente.Não quero com isto dizer que só amamos de verdade quando existem problemas não é verdade , mas ...Mas é quando a dor nos procura quando a pessoa que amamos nos magoa ou nos decepciona que avaliamos o quanto a amamos.Porque o amor de verdade não morre com a dor.Não se rende a problemas a desencantos ou decepções Porque se isso acontecesse , não seria amor.O amor não é um sentimento frágil.Sabemos que amamos na verdade alguém quando desejamos mais a sua felicidade do que a nossa mesmo que a felicidade do outro represente a nossa dor. Quem nunca desejou a felicidade de alguém mais do que a sua é porque na verdade nunca amou.O amor tem um toque de Divino semelhante à sabedoria e ao sentimento de Deus.Também sabemos que amamos de verdade quando o ser amado parte e o nosso coração se parte em mil fragmentos e em cada um deles permanece o mesmo amor imutável e sincero. É por amor que nos tornamos seres superiores capazes de grandeza e altruismo. Desejar a felicidade de quem nos feriu não é facil é preciso ter muita coragem e muito amor ...É o resultado de uma luta interior em que uma parte de nós revolta-se sente dor e raiva e a outra parte enche-se de uma ternura perene de lembranças de momentos partilhados de doçura.É uma luta complicada entre sentimentos tão contraditórios.Muitas vezes perguntamo-nos como podemos amar quem nos feriu.Somos apenas humanos cheios de pensamentos egoístas em que o nosso "eu" se centra como pedra base de tudo. É necessário um amor imenso para vencer o nosso "eu" a nossa própria dor.O amor é uma luz Divina que ilumina as trevas da dor que deixa a sua luz por onde passa.Toda a pessoa que é capaz de amar de querer bem a quem a magoou de perdoar e continuar amando é um ser abençoado com a luz de Deus. E as pessoas assim sempre farão o mundo feliz os outros felizes e desejo do fundo da minha alma que a felicidade não caminhe a par com elas mas de mãos dadas e que a luz do amor puro as ilumine.


Credito :http://sonhos-secretos.blogs.sapo.pt/182947.html

 

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